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Idade do Ferro (meados do séc. VIII a.C. - último quartel do séc. I a.C.).

Período Romano

1258

1266

1270

1282

1287

1290

1313

1326

1355

1369

1383-1385

1386 1414

1418

1421

1438

1440

1449

1493

1509

1514

1698

1757

 1758

1762

1768

1853

1993

Castro Mouro
No actual termo de Outeiro existiu um povoado fortificado junto ao rio Sabor.


Castro Mouro

Em 1999 foram achados dois fragmentos de estelas no lugar da carva .


Estelas

Nas inquirições de 1258 mandadas efectuar por D. Afonso III não se encontram referências à localidade, mas a povoação já existia
Outeiro fazia parte do senhorio do mosteiro de Castro de Avelãs, pela doação de D. Afonso Henriques das terras situadas entre os rios Maçãs e Sabor.

O arcebispo de Braga, D. Martinho danos a conhecer o primeiro documento que dá notícias da localidade de Outeiro, onde diz que existiam muitas herdades e casais despovoados e que não encontrava quem os quisesse povoar, nem trabalhar os montes ainda por romper.

Em resposta ao arcebispo, Rodrigo Fernandes, reitor de Castro Roupal, desloca-se a Outeiro para ver os ditos campos e negociar com os povoadores o valor do foro.

É efectuada a carta de aforamento lavrada por João Arnaldo, tabelião público de Bragança, com os vários deveres que os novos povoadores de Outeiro teriam de respeitar.

A localidade de Outeiro é fundada por D. Diniz que aí manda construir o castelo.


Outeiro é referenciado como sede da paróquia de Santa Maria de Octeyro.

Carta de escambo onde é situada a aldeia de “Outeiro de Muas” escrita por Afonso Rodrigues, procurador e povoador de D. Dinis em terras de Bragança e Miranda.

Essa carta localiza Outeiro de Muas junto à localidade de Outeiro de Miranda
Tudo leva a crer que a aldeia seria só uma, Outeiro de Muas o actual “bairro da Igreja” pertencia ao mosteiro de Castro de Avelãs e Outeiro de Miranda, na chã do outeiro, encontrava-se sob jurisdição do concelho de Miranda.

Outeiro recebe o seu primeiro foral a 7 de Dezembro de 1290 outorgado por D. Dinis, é fundado o município de Outeiro.

A 19 de Março, Outeiro é doado por D. Dinis a seu filho João Afonso.

D. Afonso IV, levado pelo ódio aos seus meios-irmãos, acusa João Afonso de traidor, condena-o à morte, confisca-lhe todos os seus bens, pelo que se depreende que Outeiro teria voltado para a Coroa.

A 28 de Agosto, os moradores de Outeiro vêem ser rejeitada a petição que haviam feito ao rei D. Afonso para que o lugar fosse elevado a vila e cercado de muralhas.

No contexto das guerras peninsulares, Outeiro é tomado pelos tropas castelhanas.

As guerras com Castela e a crise da Independência, contribuíram para o despovoamento de Outeiro.

Mestre de Avis planeia tomar Outeiro, e devasta o seu castelo, passando de novo Outeiro a pertencer a Portugal

D. João I concede isenção do pagamento de tributo a todos os que construírem casas dentro da cerca do castelo, então terminado de construir.

Decorriam obras de alargamento da povoação e do perímetro amuralhado por ordem de D. João I 


D. Joao I

O infante D. Pedro pede a seu pai, D. João I, para formar um couto de homiziados em Outeiro.

O monarca defere o pedido a 15 de Março, autorizando cinquenta homiziados a viverem em Outeiro

Um documento desta data evidência uma ponte sobre o rio Sabor a caminho do castelo de Outeiro. Ponte de Parada.

Outeiro, por carta de doação emanada por D. Afonso V, é doado a D. Afonso, filho de D. João I e primeiro duque de Bragança, a partir daí alcaide do Castelo de Outeiro

A 28 de Junho o castelo de Bragança, conjuntamente com o da cidade de Chaves, o castelo de Outeiro de Miranda e outras terras foi doado por juro e herdade por D. Afonso V ao primeiro Duque de Bragança.

D. Afonso V concede aos moradores de Outeiro de Miranda a escusa de velar o respectivo castelo

Provavelmente nesta data, o castelo de Outeiro mereceu a atenção de D. João II quando decidiu o «corregimento» das fortalezas de Trás-os-Montes.

Por cerca desta data, Duarte d'Armas fez a descrição do Castelo de Outeiro, em três desenhos, a planta, a vista de Lés-Nordeste e a vista de Oeste.

A 11 de Novembro, Outeiro vê o seu foral abrangido pela reforma levada a cabo por D. Manuel I, é outorgado em Lisboa o novo foral da localidade.

A vila transferiu-se para o vale, começando a decadência do castelo.

Foral Manuelino Outeiro

26 de Abril, data de inicio da construção da  igreja Santo Cristo de Outeiro.


A confraria do Santo Cristo tinha, nesta data, catorze mil irmãos.

 O cura Tomas Teixeira afirma a ruína e o abandono do castelo de Outeiro, não tendo qualquer utilidade militar.

Descreve ainda a situação do castelo:
“…tem duas torres, casas para morarem os governadores, e soldados tinha sua capela de Santa Luzia, porem esta, e as casas se acham quase demolidas, e danificadas as muralhas por rezam de não habitarem há anos os governadores na dita fortaleza.”

Demolição do castelo de Outeiro pelos espanhóis.


Ruinas do Castelo de Outeiro

 Execução das pinturas dos caixotões da sacristia da igreja do Santo Cristo de Outeiro, pelo pintor de Valhadolid, Damião Bustamante.


Sacristia

O Concelho de Outeiro é extinto.

Foram realizadas obras de consolidificação nas ruínas do castelo.


Ruinas Castelo Outeiro