Castro Mouro
No actual termo de Outeiro existiu um povoado fortificado junto ao rio Sabor.
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Em 1999 foram achados dois fragmentos de estelas no lugar da carva .
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Nas inquirições de 1258 mandadas efectuar por D. Afonso III não se encontram referências à localidade, mas a povoação já existia
Outeiro fazia parte do senhorio do mosteiro de Castro de Avelãs, pela doação de D. Afonso Henriques das terras situadas entre os rios Maçãs e Sabor. |
O arcebispo de Braga, D. Martinho danos a conhecer o primeiro documento que dá notícias da localidade de Outeiro, onde diz que existiam muitas herdades e casais despovoados e que não encontrava quem os quisesse povoar, nem trabalhar os montes ainda por romper. |
Em resposta ao arcebispo, Rodrigo Fernandes, reitor de Castro Roupal, desloca-se a Outeiro para ver os ditos campos e negociar com os povoadores o valor do foro.
É efectuada a carta de aforamento lavrada por João Arnaldo, tabelião público de Bragança, com os vários deveres que os novos povoadores de Outeiro teriam de respeitar.
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A localidade de Outeiro é fundada por D. Diniz que aí manda construir o castelo.
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Outeiro é referenciado como sede da paróquia de Santa Maria de Octeyro. |
Carta de escambo onde é situada a aldeia de “Outeiro de Muas” escrita por Afonso Rodrigues, procurador e povoador de D. Dinis em terras de Bragança e Miranda.
Essa carta localiza Outeiro de Muas junto à localidade de Outeiro de Miranda
Tudo leva a crer que a aldeia seria só uma, Outeiro de Muas o actual “bairro da Igreja” pertencia ao mosteiro de Castro de Avelãs e Outeiro de Miranda, na chã do outeiro, encontrava-se sob jurisdição do concelho de Miranda.
Outeiro recebe o seu primeiro foral a 7 de Dezembro de 1290 outorgado por D. Dinis, é fundado o município de Outeiro. |
A 19 de Março, Outeiro é doado por D. Dinis a seu filho João Afonso. |
D. Afonso IV, levado pelo ódio aos seus meios-irmãos, acusa João Afonso de traidor, condena-o à morte, confisca-lhe todos os seus bens, pelo que se depreende que Outeiro teria voltado para a Coroa.
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A 28 de Agosto, os moradores de Outeiro vêem ser rejeitada a petição que haviam feito ao rei D. Afonso para que o lugar fosse elevado a vila e cercado de muralhas. |
No contexto das guerras peninsulares, Outeiro é tomado pelos tropas castelhanas. |
As guerras com Castela e a crise da Independência, contribuíram para o despovoamento de Outeiro. |
Mestre de Avis planeia tomar Outeiro, e devasta o seu castelo, passando de novo Outeiro a pertencer a Portugal |
D. João I concede isenção do pagamento de tributo a todos os que construírem casas dentro da cerca do castelo, então terminado de construir. |
Decorriam obras de alargamento da povoação e do perímetro amuralhado por ordem de D. João I
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O infante D. Pedro pede a seu pai, D. João I, para formar um couto de homiziados em Outeiro.
O monarca defere o pedido a 15 de Março, autorizando cinquenta homiziados a viverem em Outeiro |
Um documento desta data evidência uma ponte sobre o rio Sabor a caminho do castelo de Outeiro. Ponte de Parada.
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Outeiro, por carta de doação emanada por D. Afonso V, é doado a D. Afonso, filho de D. João I e primeiro duque de Bragança, a partir daí alcaide do Castelo de Outeiro |
A 28 de Junho o castelo de Bragança, conjuntamente com o da cidade de Chaves, o castelo de Outeiro de Miranda e outras terras foi doado por juro e herdade por D. Afonso V ao primeiro Duque de Bragança.
D. Afonso V concede aos moradores de Outeiro de Miranda a escusa de velar o respectivo castelo |
Provavelmente nesta data, o castelo de Outeiro mereceu a atenção de D. João II quando decidiu o «corregimento» das fortalezas de Trás-os-Montes. |
Por cerca desta data, Duarte d'Armas fez a descrição do Castelo de Outeiro, em três desenhos, a planta, a vista de Lés-Nordeste e a vista de Oeste.
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A 11 de Novembro, Outeiro vê o seu foral abrangido pela reforma levada a cabo por D. Manuel I, é outorgado em Lisboa o novo foral da localidade.
A vila transferiu-se para o vale, começando a decadência do castelo.
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26 de Abril, data de inicio da construção da igreja Santo Cristo de Outeiro.
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A confraria do Santo Cristo tinha, nesta data, catorze mil irmãos. |
O cura Tomas Teixeira afirma a ruína e o abandono do castelo de Outeiro, não tendo qualquer utilidade militar.
Descreve ainda a situação do castelo:
“…tem duas torres, casas para morarem os governadores, e soldados tinha sua capela de Santa Luzia, porem esta, e as casas se acham quase demolidas, e danificadas as muralhas por rezam de não habitarem há anos os governadores na dita fortaleza.” |
Demolição do castelo de Outeiro pelos espanhóis.
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Execução das pinturas dos caixotões da sacristia da igreja do Santo Cristo de Outeiro, pelo pintor de Valhadolid, Damião Bustamante.
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O Concelho de Outeiro é extinto. |
Foram realizadas obras de consolidificação nas ruínas do castelo.
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